Orientação Técnica 2017-10-11T18:07:58+00:00

Pergunte ao Agrônomo

Mosquitos

Ainda não, mas a comunidade científica internacional e brasileira está trabalhando firme neste propósito. Estimativas indicam que deveremos ter um imunizante contra a dengue em cinco anos. A vacina contra a dengue é mais complexa que as demais. A dengue, com quatro vírus identificados até o momento, é um desafio para os pesquisadores. Será necessário fazer uma combinação de todos os vírus para que se obtenha um imunizante realmente eficaz contra a doença.

Sim, os produtos funcionam. Tanto os larvicidas quanto os inseticidas distribuídos aos estados e municípios pela SVS têm eficácia comprovada, sendo preconizados por um grupo de especialistas da Organização Mundial da Saúde.

Os larvicidas servem para matar as larvas do Aedes. São aqueles produtos em pó, ou granulado, que o agente de combate a dengue coloca nos ralos, caixas d’água, ou seja, naqueles lugares onde há água parada que não pode ser eliminada.

Já os inseticidas são líquidos espalhados pelas máquinas de nebulização, que matam os insetos adultos enquanto estão voando, pela manhã e à tarde, porque o Aedes tem hábitos diurnos. O fumacê não é aplicado indiscriminadamente, sendo utilizado somente quando existe a transmissão da doença em surtos ou epidemias. Desse modo, a nebulização pode ser considerada um recurso extremo, porque é utilizada num momento de alta transmissão, quando as ações preventivas de combate à dengue falharam ou não foram adotadas.

Ratos

Não. Esses venenos agrícolas possuem elevada toxicidade aguda, de forma que a morte do roedor ocorre poucos instantes após sua ingestão, o que dá a falsa impressão ao consumidor de que o produto é eficiente. Mas as colônias de ratos não funcionam assim. Normalmente o animal mais idoso ou doente é enviado para ‘provar’ o novo ‘alimento’; como ele morre em seguida, os demais ratos observam e fogem. Ou seja, o problema não foi resolvido, os roedores apenas passaram para a vizinhança e continuam circulando pela região. Ao contrário, os raticidas legais, próprios para esse fim e com registro na Anvisa (denominados cumarínicos), agem como anti-coagulantes e a morte do animal é mais lenta, fazendo com que todos os ratos da colônia ingiram também o veneno, assim exterminando-os de forma mais eficiente, ainda que leve mais de tempo, apenas requerendo um pouco de paciência e disciplina por parte do usuário.

Animais Peçonhentos

Animais peçonhentos são aqueles que produzem substância tóxica e apresentam um aparelho especializado para inoculação desta substância que é o veneno, possuem glândulas que se comunicam com dentes ocos, ou ferrões, ou aguilhões, por onde o veneno passa ativamente.

A aranha-armadeira causa dor imediata e intensa, com poucos sinais visíveis no local da picada. Raramente crianças podem apresentar agitação, náuseas, vômitos e diminuição da pressão sanguínea. No caso da aranha-marrom, a picada é pouco dolorosa e uma lesão endurecida e escura costuma surgir várias horas após, podendo evoluir para ferida com necrose de difícil cicatrização; raramente podem provocar escurecimento da urina. A viúva-negra leva a dor na região da picada, contrações nos músculos, suor generalizado e alterações na pressão e nos batimentos cardíacos.

No caso dos acidentes ofídicos, o soro antiveneno é o único tratamento eficaz. Já para escorpiões e aranhas, os sintomas podem tratados com medidas para alívio da dor, como compressas mornas; caso não haja melhora, o paciente deve ser levado ao serviço de saúde mais próximo para se avaliar a necessidade de soro.

Achatina Fulica Caracol

Por incrível que pareça, a grande diferença está mesmo no dicionário: “caracol” é a palavra que define o bichinho em português e “escargot”, em francês, ou seja, eles são o mesmo animal. Basicamente, se bem preparadas, todas as espécies são comestíveis, mas existem entre 20 e 30 que são mais consumidas. No Brasil, a mais cultivada para esse fim é a Helix aspersa, também conhecida como Petit Griss (Pequeno Cinza), importada da França, que tem concha de 3 a 4 cm e corpo que chega aos 5 cm. A espécie mais rentável é a Achatina fulica, que cresce mais rápido e coloca 250 ovos, mas que teve a introdução e a criação proibidas no Brasil pelo IBAMA. Para se ter uma idéia, o Megalobulino, nativo do Brasil, passa dos 10 cm de concha e corpo, mas coloca só 3 ou 4 ovos a cada seis meses.

Pulgas

A pulga dos cães é diferente daquela que ataca os humanos. Como a temperatura do cachorro é maior que a nossa (37-38ºC), a pulga prefere o sangue mais quente. Contudo, se o cão e o ambiente estão com índice de infestação alta, a pulga de cachorro pode atacar o homem também. Lembre-se que cães com altas infestações de pulgas correm o risco de adquirir vermes e se tornarem anêmicos.

Nada melhor do que LIMPEZA.
A limpeza começa pelo uso contínuo de aspirador de pó com eliminação do saco que recolheu a sujeira, onde provavelmente estão os ovos da pulga. O animal deverá ser lavado com shampoo pelo menos uma vez por semana. O ambiente deverá passar por limpeza freqüente, principalmente nos cantos, frestas, tapetes, carpetes e todo esconderijo possível das pulgas e de seus ovos, fazendo o uso de inseticida seguro e eficaz.

Cupins

Na maioria das vezes os cupins ficam ocultos e quando se descobre o ataque o prejuízo já é muito grande. Entretanto, é possível se detectar os cupins por algumas pistas. Os cupins de madeira seca soltam grânulos, que na verdade são fezes, e que se acumulam perto da madeira atacada. Ainda nessa espécie de cupins, a madeira atacada aparece com “bolhas” na superfície. No caso de cupins subterrâneos são comuns as revoadas no início da primavera e em alguns casos se pode identificar de onde saem os cupins. Os cupins subterrâneos fazem túneis em muros ou paredes por onde os operários passam, protegidos pelos soldados, em busca de novas fontes de alimentos. Nas duas espécies de cupins as madeiras atacadas apresentam um som grave quando batidas, com se estivessem ocas. Paredes de alvenaria ou de madeira, quando atacadas por cupins subterrâneos, apresentam-se úmidas. Cupins subterrâneos constroem ninhos de cartão em rebaixamentos e vãos. Periodicamente limpe todas as áreas do imóvel levantando e movendo caixas e móveis para verificar se há presença ou indícios de cupins. Cuidados especiais devem ser tomados com caixas de papelão e livros.

Não. Os cupins se alimentam de madeiras e qualquer outro material que contenha celulose, como papel, papelão, tecidos, plantas vivas, etc. Na busca constante da celulose os cupins podem danificar inúmeros objetos e materiais que não contem celulose, na maioria das vezes porque esses materiais estão no seu caminho. Assim, é comum no caso de ataques de cupins subterrâneos, encontrar danos em malas, roupas, sapatos, plásticos, alvenaria, conduítes e outros materiais não celulósicos.

Não. Os cupins subterrâneos aproveitam falhas ou fissuras no concreto para ter acesso à fonte alimentar principal que é a madeira. Os cupins penetram nas edificações de concreto pelos espaços entre o concreto e tubulação de água ou esgoto ou juntas de dilatação. No caso de tijolos pode haver desagregação provocada por cupins, principalmente quando associado a presença de umidade.

Sim. Algumas madeiras de lei são resistentes ao ataque de cupins, e como exemplo podemos citar o Ipê, Massaranduba, Aroeira, Imbuía, Gonçalo Alves, Sucupira, Peroba, Copaíba, Braúna, Pau Ferro, Orelha de Moça, Jacarandá etc. Algumas são resistentes devido a sua alta densidade, outras devido a presença de resinas repelentes aos cupins.

Em alguns casos podem ser sinais de ataque de cupins de madeira seca, no entanto, na maioria das vezes são furos de saída de brocas. Normalmente, abaixo dos furos provocados por cupins, há presença de montículos de material granulado (material fecal) e no caso de furos originados da saída de brocas, o material é fino e assemelha-se ao pó de arroz ou talco. Em algumas espécies de brocas o material assemelha-se a serragem.

No Brasil, três são as espécies que causam prejuízos: o cupim de madeira seca ou Cryptotermes brevis; o cupim subterrâneo ou Coptotermes gestroi e o cupim arbóreo ou Nasutitermes spp. Das três espécies, prevalentes em nosso meio urbano a mais agressiva e a que causa prejuízos enormes é o cupim subterrâneo ou Coptotermes gestroi. O cupim subterrâneo também é conhecido como cupim de solo, cupim de alvenaria e cupim de concreto.

Normalmente os cupins subterrâneos iniciam a colônia em jardins e áreas do piso térreo e apoiados em tubulações de água, esgoto e dutos elétricos e se espalham pelo prédio atacando até os últimos andares. Entretanto, em prédios com coberturas com jardins e piscina e situados próximos a morros com matas, a infestação pode vir de cima para baixo. Na maioria das vezes os túneis dos cupins estão associados a locais úmidos ou que tenham umidade condensada como dutos de água ou esgoto.

Afora os riscos de incêndio, como quando os cupins infestam os PC’S de luz e dutos elétricos, existe o risco de desabamento de áreas infestadas, como nos casos de tetos e forrações de madeira. Os danos materiais podem ser de grande extensão, uma vez que os cupins além de destruírem bens materiais de madeira, podem atacar e destruir livros raros, obras de arte como pintura, esculturas e outra peças de valores incalculáveis. Os prejuízos provocados por cupins em nosso patrimônio artístico, histórico e arquitetônico, têm sido grandes e freqüentes. Não existem riscos de transmissão de doenças.

Sim. Em pequenas infestações de cupins de madeira seca, em peças de madeira ou móveis é possível se eliminar uma colônia inicial com injeções de querosene ou inseticida doméstico. Entretanto, para infestações maiores e infestações por cupins subterrâneos é sempre importante o estudo da situação e a intervenção de um profissional. Os tratamentos feitos com querosene não garantem que a peça tratada não seja reinfestada, pois o mesmo evaporará rapidamente não deixando um efeito residual. Cuidados especiais devem ser tomados nos tratamentos com querosene devido a inflamabilidade e riscos de incêndio.

Depende do grau de infestação. Se for um ataque leve e inicial podem ser tratados somente os apartamentos infestados e as áreas comuns. No caso de infestações pesadas, além dos serviços de controle nas unidades infestadas, deverá ser feito o monitoramento com “iscas” nas unidades não infestadas. O ideal é o monitoramento com iscas de forma continuada e a inspeção anual em todas as unidades residenciais.

A primeira medida é tentar verificar de onde vem a revoada. Se a revoada vem das áreas externas, pode indicar o local de origem, se árvores, solo ou outro imóvel. Se a revoada for interna, indica que o imóvel sustenta uma colônia adulta de cupins e que medidas de controle, devem ser tomadas imediatamente. Em qualquer caso, a maioria dos insetos, após perderem as asas morrerão, aconselhamos apagar a maioria das luzes, deixando apenas um ponto iluminado, que concentrará a maioria dos insetos, facilitando a remoção e limpeza. A coleta de cupins alados servirá para um técnico identificar a espécie.

Para o problema de cupins não existem soluções milagrosas ou infalíveis. A melhor forma de se resolver o problema é estudar caso a caso e estabelecer a melhor estratégia em função das condições locais. Existem diversas técnicas ou táticas, cada uma adequada a determinada situação ou espécie. Basicamente existem cinco técnicas convencionais de controle, ou seja: Tratamento de Madeiras, Barreira Química, Iscagem, Barreiras Físicas e Fumigação. Eventualmente poderão ser utilizados outros métodos menos convencionais como, choque térmico, controle biológico, ondas eletromagnéticas, microondas, eletrochoques etc. Em função das inúmeras opções de combate é importante que seja feita uma análise minuciosa para se ver qual a melhor técnica ou conjunto de técnicas a ser aplicada.

Nas áreas internas, móveis, pisos e paredes devem estar desobstruídos para possibilitar os tratamentos que envolvam a pulverização de líquidos preservativos, quando for o caso. Esvaziar armários e cobrir roupas e utensílios para que não sejam atingidos pelas gotículas dos produtos. Roupas e utensílios podem voltar aos locais onde estavam, após a secagem total da madeira, o que ocorre normalmente antes de 12 horas. Nos processos modernos de tratamento de madeira não são utilizados solventes orgânicos como querosene ou óleos, tampouco inseticidas que exalam vapores. Assim a possibilidade de contaminação é reduzida. No caso de utilização de iscas até o preparo prévio é dispensado.

Sim. As técnicas modernas, onde os produtos aplicados não exalam vapores tóxicos ou odores, permitem a presença do morador nos locais dos serviços. No caso de necessidade de utilização de algum equipamento de proteção individual, este será fornecido pelo técnico, bem como toda orientação necessária.

Devem ser retirados do local durante os tratamentos com aplicação de produtos em pulverização, só retornando após a secagem dos produtos. No caso de iscas, este cuidado é dispensável.

Não. Os produtos não são fitotóxicos, ou seja, não afetam plantas. Em nossos serviços não empregamos solventes orgânicos que podem ocasionar queima na vegetação como é o caso de querosene.

Em um tratamento completo, envolvendo tratamento de madeira e barreira químicas, dificilmente pode ocorrer a reinfestação antes do prazo dado pela garantia. O ideal é se ter um monitoramento constante com iscas, para se prevenir reinfestações.

Na área de controle de cupins, as discrepâncias entre preços cobrados pelas empresas do mercado são enormes. É importante para o contratante dos serviços saber avaliar, pelo que esta sendo proposto, se o preço é justo em função de uma relação custo/benefício e se as técnicas de controle propostas são coerentes e viáveis. Analise o lado técnico das propostas e não somente os aspectos econômicos.

A garantia de praxe varia de 2 anos até 5 anos de prazo. Nos tratamentos de madeira, em função do local se pode oferecer um prazo de até 5 anos. Este é o caso de madeiras abrigadas de intempéries. Quando for o caso de madeiras expostas ao tempo este prazo se reduz para 2 anos. Nas barreiras químicas em áreas internas e externas se oferece garantia de até 5 anos. A garantia deve ser entendida como o compromisso da empresa de refazer o serviço total ou parcialmente, até a eliminação dos cupins no prazo estipulado. A garantia não significa compensação por danos ou reposição de peças atacadas por cupins.

Basicamente, devemos associar a técnica de controle às características biológicas de cada espécie. Cupins de madeira seca e brocas atacam a madeira fazendo dela a sua fonte de alimento e moradia. Esses insetos não têm ligação com o solo, pois não necessitam de umidade. O controle ou a prevenção devem ser feitos com o tratamento da madeira. Injeta-se o produto inseticida no interior das madeiras atacadas ou pulveriza-se a superfície das madeiras que se quer proteger de futuros ataques. No caso de cupins subterrâneos, que se originam do solo e necessitam de umidade para estabelecerem uma colônia inicial ou sub-colônias aéreas, o simples tratamento das madeiras nem sempre é suficiente para impedir uma infestação. Esses cupins fazem túneis entre a ninheira e a madeira que querem atacar e levam a umidade necessária para enfraquecer os pontos atacados e penetrar no interior não protegido dessas peças. Para uma proteção maior contra o ataque desses cupins é importante formar uma barreira entre a ninheira e as madeiras que se quer proteger. Essa barreira pode ser química, física ou com estações de monitoramento permanente TermAtrat. A barreira convencional é aquela feita no solo ao redor das construções, entretanto, também se podem fazer barreiras químicas em alvenaria de tijolos ou blocos de concreto vazados. As barreiras feitas com estações de iscagem tipo TermAtrat e Micro Iscas EcoSense representam o que há de mais avançado na prevenção e controle de cupins subterrâneos e dá ao contratante dos serviços a segurança que ele busca contra a ação dos cupins.